Rejeição enfraquece Bolsonaro no segundo turno

O líder de intenções de votos também é o primeiro colocado em rejeição, segundo a pesquisa Ibope divulgada na segunda-feira. Jair Bolsonaro (PSL) foi o único a variar fora da margem de erro: cresceu quatro pontos percentuais, de 42% para 46%, o número de eleitores que responderam não votar nele “de jeito nenhum”. A rejeição do deputado federal havia ficado estável desde o atentado a faca sofrido no dia 6 de setembro — ele marcara 41% na pesquisa do dia 11 e 42% na do dia 18. Agora, o recrudescimento deste índice coincide com a volta dos ataques mais duros de seus adversários após um período de trégua devido à sua internação.

Nos últimos dias, Geraldo Alckmin (PSDB), dono do maior espaço na propaganda na TV, retomou as críticas mais incisivas contra o candidato do PSL.

Entre os demais candidatos, a rejeição não apresentou variação fora da margem de erro, de dois pontos percentuais: Haddad oscilou de 29% para 30%, um número que vem sendo registrado por candidatos do PT nas últimas eleições presidenciais nas pesquisas realizadas em setembro, informa o Extra.

Marina Silva (Rede) foi de 26% para 25%, enquanto Alckmin se manteve com 20%. Ciro Gomes marcou 18% (tinha 19% há seis dias).

Nas simulações de segundo turno, o Ibope desta vez testou apenas cenários envolvendo Bolsonaro. Na pesquisa anterior, o candidato do PSL aparecia em empate técnico contra Haddad, Ciro e Alckmin, e vencia Marina Silva. Agora, ele perde, por diferença maior que a margem de erro, para Haddad, Ciro e Alckmin, e está em empate técnico com Marina.

Na simulação entre Bolsonaro e Haddad, o petista abriu vantagem de seis pontos (43% a 37%), depois de um empate em 40% no levantamento de 18 de setembro. A maior vantagem sobre Bolsonaro nas projeções de segundo turno é de Ciro (46% a 35%), enquanto Alckmin também está à frente do capitão (41% a 36%). Na simulação entre Bolsonaro e Marina, há empate em 39%.

É a primeira vez que o candidato do PT aparece na simulação como vitorioso num segundo turno contra Bolsonaro. Este número deve ter influência no discurso dos candidatos que tentam furar a polarização entre Haddad e o candidato do PSL. Alckmin deve reforçar, nos próximos dias, o discurso a favor de um voto útil direcionado ao eleitorado antipetista, com o argumento de que levar Bolsonaro ao segundo turno aumentaria as chances da eleição de Haddad. Por outro lado, enfraquece-se, por ora, o cenário favorável a Ciro em que ele aparecia como único a superar Bolsonaro no segundo turno.

25/09/2018